Saraiva S.A. Livreiros Editores
Companhia aberta
Notas explicativas às demonstrações financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2002 e 2001
(Em milhares de reais)
1. CONTEXTO OPERACIONAL
A Saraiva S.A. Livreiros Editores (Editora) tem como atividade principal a edição de livros nas áreas de 1º e 2º graus, paradidáticos, jurídicos e economia/administração.
O ciclo operacional da Editora apresenta grande sazonalidade durante o ano, concentrando 80% das vendas entre o último trimestre do ano e o primeiro trimestre do ano seguinte. Essa concentração do faturamento é determinada por dois fatores: (a) o período "Volta às aulas" no primeiro trimestre; e (b) venda de livros didáticos de ensino fundamental para o governo no quarto e primeiro trimestres do ano.
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras foram elaboradas com base nas práticas contábeis emanadas da legislação societária brasileira e normas da Comissão de Valores Mobiliários.
Descrição das principais práticas contábeis
a. Aplicações financeiras
Registradas ao custo, acrescidas dos rendimentos incorridos até a data do balanço, que não supera o valor de mercado.
b. Direitos e obrigações
Atualizados à taxa de câmbio e/ou encargos financeiros, nos termos dos contratos vigentes, de modo que reflitam os valores incorridos até a data do balanço. Os passivos em moedas estrangeiras foram convertidos para reais pela taxa de câmbio da data de encerramento do exercício.
c. Provisão para devedores duvidosos
Constituída em montante considerado suficiente para fazer face a eventuais perdas na realização de contas a receber de clientes e cheques a receber. Os créditos considerados irrecuperáveis são levados diretamente ao resultado do exercício.
d. Estoques
Avaliados ao custo médio de aquisição ou de produção que não excede o valor de mercado.
e. Investimentos
O investimento em empresa controlada é avaliado pelo método de equivalência patrimonial e os demais são avaliados pelo custo, deduzido de provisão para desvalorização.
f. Imobilizado
Registrado ao custo de aquisição, formação ou construção. A depreciação é calculada pelo método linear à taxas que levam em conta o tempo de vida útil dos bens.
g. Diferido
Registrado ao custo de aquisição ou formação, refere-se a ágio a amortizar e gastos pré-operacionais com cessão comercial e despesas incorridas antes do início das operações das novas lojas. A amortização dos gastos pré-operacionais é efetuada no prazo de 5 anos, ou conforme disposições contratuais dos aluguéis, a partir do início das operações comerciais das lojas.
O ágio a amortizar, decorrente da aquisição de participação societária, teve como fundamento econômico a expectativa de rentabilidade futura baseada na projeção da capacidade de geração de lucros futuros no prazo previsto para o retorno do investimento, foi transferido de investimentos para o ativo diferido em decorrência da incorporação do investimento em agosto de 1999, e está sendo amortizado linearmente em 60 parcelas mensais, calculadas conforme os resultados projetados para o período de 5 anos contados a partir de janeiro de 2000.
h. Direitos autorais
São creditados quando da realização das vendas e, em alguns casos, quando da aquisição dos direitos de edição. No primeiro caso, os direitos são considerados como despesas de vendas, sendo levados ao resultado e, no segundo, incluídos no custo da produção.
i. Provisões
As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.
j. Imposto de renda e contribuição social
Os impostos sobre lucro ou prejuízo do exercício compreendem os valores corrente e diferido.
O imposto de renda e a contribuição social do exercício são calculados respectivamente à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescida do adicional de 10% e, à alíquota de 9% sobre o lucro contábil ajustado.
O imposto de renda e a contribuição social diferidos estão apresentados no ativo circulante, ativo realizável e passivo exigível a longo prazo, conforme Nota Explicativa nº 11. São registrados para refletir os efeitos fiscais futuros atribuíveis sobre: diferença temporária entre a base fiscal de ativos e passivos e seu respectivo valor contábil; e, prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social.
O ativo fiscal diferido assim constituído considera os seguintes aspectos: a) é baseado na expectativa de realização do lucro tributável futuro, considerando as alíquotas de imposto vigentes na data de encerramento do exercício; b) é anualmente revisado e ajustado caso ocorra alteração substancial dos lucros esperados; e c) o registro contábil nas demonstrações financeiras atendem às exigências da Instrução Normativa CVM nº 371 de 27 de junho de 2002.
3. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
As demonstrações financeiras consolidadas correspondem às demonstrações financeiras da Saraiva S.A. Livreiros Editores e de sua empresa controlada, como segue:
|
|
Percentual de Participação % |
|
|
2002 |
2001 |
|
Livraria e Papelaria Saraiva S.A. |
99,91 |
99,91 |
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com as disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, nas normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e de acordo com os principais procedimentos adotados para consolidação, que compreendem:
- A eliminação dos direitos e obrigações, bem como das receitas, custos e despesas decorrentes de negócios realizados entre as empresas incluídas na consolidação;
- A eliminação do investimento na controladora contra o patrimônio líquido da controlada;
- A participação dos acionistas minoritários no patrimônio líquido e no prejuízo líquido do exercício da empresa controlada é apresentada, em destaque, nos balanços patrimoniais e nas demonstrações de resultados, respectivamente.
4. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES
|
|
Editora |
Consolidado |
|
|
2002 |
2001 |
2002 |
2001 |
|
Duplicatas a receber |
23.332 |
28.064 |
22.157 |
27.982 |
|
Cartões de crédito |
16 |
59 |
14.552 |
13.949 |
|
Cheques a receber |
4.223 |
2.244 |
5.774 |
3.745 |
|
Outras |
10 |
31 |
10 |
119 |
|
Provisão para devedores duvidosos |
(1.337) |
(1.648) |
(1.851) |
(2.026) |
|
|
26.244 |
28.750 |
40.642 |
43.769 |
5. ESTOQUES
|
|
Editora |
Consolidado |
|
|
2002 |
2001 |
2002 |
2001 |
|
Produtos acabados |
32.934 |
30.711 |
32.934 |
30.711 |
|
Mercadorias para revenda |
- |
99 |
44.015 |
39.464 |
|
Produtos em elaboração |
14.690 |
14.652 |
14.690 |
14.652 |
|
Matérias-primas |
5.985 |
31 |
5.985 |
4.760 |
|
Materiais de embalagens e consumo |
369 |
288 |
689 |
515 |
|
|
53.978 |
50.510 |
98.313 |
90.102 |
6. INVESTIMENTOS
|
|
Editora |
Consolidado |
|
|
2002 |
2001 |
2002 |
2001 |
|
Participação em empresa controlada |
50.981 |
53.483 |
- |
- |
|
Outros investimentos |
3.765 |
3.765 |
5.164 |
5.164 |
|
Provisão para desvalorização |
(2.966) |
(2.966) |
(4.085) |
(4.085) |
|
|
51.780 |
54.282 |
1.079 |
1.079 |
A participação em empresa controlada está representada pelo investimento na Livraria e Papelaria Saraiva S.A. e as principais informações sobre a participação são:
|
|
2002 |
2001 |
|
Quantidade de ações do capital social - Mil |
57.540 |
57.540 |
|
Quantidade de ações possuídas - Mil |
57.490 |
57.490 |
|
Participação porcentual no capital |
99,91% |
99,91% |
|
Capital social atualizado |
51.210 |
51.210 |
|
Patrimônio líquido |
51.026 |
53.530 |
|
Valor do investimento |
50.981 |
53.483 |
|
Prejuízo líquido do exercício - Base de cálculo do valor de equivalência patrimonial |
( 2.504) |
( 4.028) |
|
Resultado de equivalência patrimonial |
( 2.502) |
( 4.025) |
As demonstrações de resultados das operações da empresa controlada nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2002 e 2001 estão apresentadas destacadamente abaixo:
|
|
2002 |
2001 |
|
Receita operacional bruta |
220.378 |
212.902 |
|
Deduções (ICMS, PIS e COFINS) |
(22.332) |
(20.331) |
|
Receita operacional líquida |
198.046 |
192.571 |
|
Custo das vendas |
(124.983) |
(119.756) |
|
Lucro bruto |
73.063 |
72.815 |
|
Despesas (receitas) operacionais |
|
|
|
Vendas |
56.372 |
56.321 |
|
Administrativas |
10.471 |
9.778 |
|
Honorários dos administradores |
1.358 |
1.072 |
|
Despesas financeiras |
4.186 |
4.034 |
|
Receitas financeiras |
(765) |
(1.094) |
|
Depreciações e amortizações |
6.987 |
8.889 |
|
Outras |
138 |
(262) |
|
|
78.747 |
78.738 |
|
Prejuízo operacional |
(5.684) |
(5.923) |
|
Resultado não operacional |
1.904 |
(114) |
|
Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social |
(3.780) |
(6.037) |
|
Imposto de renda e contribuição social |
1.276 |
2.009 |
|
Prejuízo líquido do exercício |
(2.504) |
(4.028) |
|
Prejuízo líquido do exercício por ação ( em R$ ) |
(0,04) |
(0,07) |
|
Operações de venda por intermédio da Internet |
|
|
Com o objetivo de divulgar o resultado das operações de "e-commerce" realizadas pela Livraria e Papelaria Saraiva S.A., apresentamos o resultado destas operações destacadamente do resultado do exercício:
|
|
2002 |
2001 |
|
Receita operacional bruta |
24.892 |
16.564 |
|
Deduções (ICMS, PIS e COFINS) |
(2.422) |
(1.272) |
|
Receita operacional líquida |
22.470 |
15.292 |
|
Custo das vendas |
(14.589) |
(9.399) |
|
Lucro bruto |
7.881 |
5.893 |
|
Despesas operacionais |
|
|
|
Vendas |
10.989 |
13.193 |
|
Honorários dos administradores |
186 |
368 |
|
Financeiras |
291 |
392 |
|
Depreciações e amortizações |
739 |
661 |
|
Outras |
(33) |
- |
|
|
12.172 |
14.614 |
|
Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social |
(4.291) |
(8.721) |
|
Imposto de renda e contribuição social |
1.459 |
2.902 |
|
Prejuízo líquido do exercício |
(2.832) |
(5.819) |
7. IMOBILIZADO
|
|
|
Editora |
Consolidado |
|
|
Taxa anual de depreciação |
2002 |
2001 |
2002 |
2001 |
|
Custo corrigido: |
|
|
|
|
|
|
Terrenos |
- |
2.029 |
5.019 |
2.032 |
5.022 |
|
Edifícios e construções |
4% |
8.212 |
9.202 |
10.109 |
11.099 |
|
Móveis, utensílios e instalações |
10% |
20.571 |
19.773 |
62.721 |
64.152 |
|
Equipamentos de |
|
|
|
|
|
|
processamento de dados |
20% |
19.045 |
15.373 |
30.636 |
27.211 |
|
Veículos |
20% |
2.305 |
2.195 |
2.557 |
2.414 |
|
Máquinas e equipamentos |
10% |
11.903 |
11.909 |
12.216 |
12.293 |
|
Outras imobilizações |
- |
600 |
600 |
1.235 |
1.196 |
|
|
|
64.665 |
64.071 |
121.506 |
123.387 |
|
Depreciação acumulada |
|
(37.076) |
(31.534) |
( 71.587) |
( 64.949) |
|
|
|
27.589 |
32.537 |
49.919 |
58.438 |
8. DIFERIDO
|
|
Editora |
Consolidado |
|
|
2002 |
2001 |
2002 |
2001 |
|
Gastos pré-operacionais e outros valores diferidos |
1.445 |
1.445 |
24.433 |
26.508 |
|
Ágio a amortizar |
7.931 |
7.931 |
7.931 |
7.931 |
|
Amortização acumulada |
(5.696) |
(3.822) |
(22.831) |
(20.219) |
|
|
3.680 |
5.554 |
9.533 |
14.220 |
9. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
|
|
Editora |
Consolidado |
|
|
2002 |
2001 |
2002 |
2001 |
|
Circulante: |
|
|
|
|
|
Empréstimos |
|
|
|
|
|
Conta garantida |
1.510 |
- |
1.510 |
- |
|
Resolução 2.770 – Bacen |
7.888 |
2.129 |
7.888 |
2.129 |
|
|
9.398 |
2.129 |
9.398 |
2.129 |
|
Financiamentos |
|
|
|
|
|
Moeda nacional |
|
|
|
|
|
BNDES – FINEM |
919 |
889 |
6.343 |
6.789 |
|
Moeda estrangeira |
|
|
|
|
|
International Finance Corporation (IFC) |
8.206 |
5.401 |
8.206 |
5.401 |
|
|
18.523 |
8.419 |
23.947 |
14.319 |
|
Longo prazo: |
|
|
|
|
|
Financiamentos |
|
|
|
|
|
Moeda nacional |
|
|
|
|
|
BNDES – FINEM |
2.274 |
3.067 |
8.747 |
13.310 |
|
Moeda estrangeira: |
|
|
|
|
|
International Finance Corporation (IFC) |
20.385 |
18.742 |
20.385 |
18.742 |
|
|
22.659 |
21.809 |
29.132 |
32.052 |
A composição do longo prazo por ano de vencimento é a seguinte:
|
|
2004 |
2005 |
2006 |
2007 |
Total |
|
Editora |
9.061 |
9.061 |
4.537 |
- |
22.659 |
|
Consolidado |
11.844 |
11.249 |
5.939 |
100 |
29.132 |
Os empréstimos em moeda nacional - conta garantida, estão sujeitos ao acréscimo de encargos financeiros calculados com base na variação do CDI.
Os empréstimos em moeda estrangeira referem-se a operações de repasse de recursos captados no exterior de acordo com a Resolução Bacen nº 2770, casadas com operações de "swap" de taxa de juros equivalentes à variação do CDI (Nota Explicativa nº 15) e têm como garantia notas promissórias. Sobre o principal atualizado pela variação cambial do dólar, incidem juros anuais conforme contratos.
Sobre o financiamento obtido pela Editora com o BNDES - FINEM, com garantia hipotecária, incidem juros anuais de 3,5%, acrescido da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Sobre os financiamentos obtidos pela controlada, também com o BNDES - FINEM, 100% avalizados pela Editora, incidem juros anuais entre 3% e 3,5%, acrescidos da TJLP. Relativamente ao financiamento obtido pela controladora, em aditamento contratual celebrado em 29/07/2002, foram prorrogados os prazos de utilização e carências dos subcréditos remanescentes e incluídas cláusulas com obrigações adicionais à controladora, entre elas: a de não reduzir capital; não participar de processos de fusão, cisão ou incorporação, nem onerar ou alienar bens do seu ativo permanente sem prévia autorização do BNDES.
Sobre o financiamento obtido com a IFC, sujeito à variação cambial pelo dólar, incide juros anuais de 3% acima da LIBOR. O contrato está livre de quaisquer garantias reais, observado que, até sua total quitação, a Editora manterá sua atual posição acionária na Livraria e Papelaria Saraiva S.A., e os acionistas controladores manterão, em conjunto, pelo menos 50% das ações ordinárias com direito a voto na Editora.
Os financiamentos BNDES - FINEM destinaram-se à aquisição e implantação de um Sistema Integrado de Gestão Empresarial - ERP e à construção de um Centro de Distribuição. Os financiamentos obtidos pela Editora com a International Finance Corporation (IFC) e pela controlada, com o BNDES - FINEM, destinaram-se ao projeto de investimento em lojas tipo "Mega Store" e à modernização das lojas convencionais da controlada.
10. PARTES RELACIONADAS
As transações entre as partes relacionadas compreenderam operações comerciais de compra e venda e empréstimo de mútuo com a Livraria e Papelaria Saraiva S.A. e foram realizadas em condições usuais de mercado.
|
|
2002 |
2001 |
|
Saldos |
|
|
|
Ativo circulante |
|
|
|
Contas a receber |
1.304 |
277 |
|
Passivo circulante |
|
|
|
Contas a pagar |
- |
28 |
|
Transações |
|
|
|
Vendas de mercadorias |
8.519 |
6.647 |
|
Compras de mercadorias |
27 |
26 |
11. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS
O imposto de renda e a contribuição social diferidos têm a seguinte origem:
|
|
Editora |
Consolidado |
|
|
2002 |
2001 |
2002 |
2001 |
|
Ativo circulante (na rubrica "Impostos a recuperar") |
381 |
- |
381 |
- |
|
Realizável a longo prazo: |
|
|
|
|
|
Prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social |
- |
- |
2.848 |
2.245 |
|
Ações judiciais PIS/COFINS |
2.477 |
4.013 |
6.296 |
7.540 |
|
|
2.477 |
4.013 |
9.144 |
9.785 |
|
Exigível a longo prazo (na rubrica "Outros"): |
|
|
|
|
|
Diferimento da depreciação acelerada incentivada |
279 |
367 |
279 |
367 |
|
Ágio a amortizar - Art. 7º da Lei nº 9.532/97 |
165 |
165 |
165 |
165 |
|
|
444 |
532 |
444 |
532 |
A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue:
|
|
Editora |
Consolidado |
|
|
2002 |
2001 |
2002 |
2001 |
|
Lucro contábil antes do IR e CSLL |
12.926 |
11.831 |
11.648 |
9.819 |
|
Reversão dos juros sobre o capital próprio |
8.616 |
7.864 |
8.616 |
7.864 |
|
Lucro contábil ajustado antes do IR e CSLL |
21.542 |
19.695 |
20.264 |
17.683 |
|
Alíquota fiscal combinada |
34% |
34% |
34% |
34% |
|
IR e CSLL pela alíquota fiscal combinada |
(7.325) |
(6.697) |
(6.892) |
(6.013) |
|
Adições permanentes: |
|
|
|
|
|
Despesas não dedutíveis |
(211) |
(183) |
(264) |
(226) |
|
Equivalência patrimonial |
(851) |
(1.368) |
- |
- |
|
Exclusões permanentes: |
|
|
|
|
|
Juros sobre o capital próprio |
2.877 |
2.627 |
2.877 |
2.627 |
|
Outras exclusões |
143 |
130 |
143 |
130 |
|
Outros itens |
(289) |
187 |
(244) |
187 |
|
|
(5.656) |
(5.304) |
(4.380) |
(3.295) |
|
IR e CSLL no resultado do exercício: |
|
|
|
|
|
Corrente |
(4.209) |
(6.067) |
(4.209) |
(6.067) |
|
Diferido |
(1.447) |
763 |
( 171) |
2.772 |
|
|
(5.656) |
(5.304) |
(4.380) |
(3.295) |
|
Alíquota efetiva sobre lucro líquido ajustado |
26,3% |
26,9% |
21,6% |
18,6% |
|
Instrução CVM 371 de 27/06/2002 |
|
|
|
|
As empresas controladora e sua controlada fundamentadas: a) na expectativa de geração de lucros tributáveis e fluxos de caixa positivos futuros, trazidos a valor presente; e b) no histórico de rentabilidade e de fluxos de caixa positivos dos últimos cinco anos; adequando-se portanto, às disposições e condições estabelecidas na instrução CVM 371/02, reconheceram e registraram em suas demonstrações financeiras, o ativo fiscal diferido formado sobre o exigível a longo prazo, representado por ações judiciais que questionam tributos federais e, no caso da controlada, também, sobre o saldo de prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social.
A administração considera o valor contábil dos ativos fiscais diferidos constituídos na Editora referentes às diferenças temporárias realizáveis na proporção da solução final das ações judiciais impetradas.
A estimativa de realização do ativo fiscal diferido da controlada concentra-se nos próximos seis anos, a saber:
|
Datas dos balanços |
Realização do ativo fiscal diferido |
Saldo do ativo fiscal diferido |
|
Saldo do ativo diferido em 31/12/2002 |
- |
6.666 |
|
31/12/2003 |
306 |
6.360 |
|
31/12/2004 |
838 |
5.522 |
|
31/12/2005 |
1.512 |
4.010 |
|
31/12/2006 |
2.154 |
1.856 |
|
31/12/2007 |
1.227 |
629 |
|
31/12/2008 |
629 |
- |
12. PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO E IMPOSTOS
A Editora e sua controlada discutem judicialmente a legalidade de alguns tributos de natureza federal relativos ao PIS, COFINS, IR e CSLL.
Relativamente às Ações Judiciais que questionam o expurgo dos índices inflacionários promovido pela Lei 8.880/94 - Plano Real com reflexos nos valores a recolher de IR e CSLL, foi constituída provisão adicional equivalente a R$ 3.069 (R$ 622 - Editora; R$ 2.447 - Controlada), já descontados os efeitos tributários, decorrentes de uma postura mais conservadora em relação à perspectiva de ganho.
Nos termos do Art. 11 da MP 38/02, a Editora e sua controlada liquidaram no exercício, parte de seus respectivos passivos contingentes representados por Ações Judiciais que pleiteavam o parcelamento de dívida com o PIS. O pagamento, com dispensa de multa e juros, estes calculados somente sobre o período entre fevereiro de 1999 e julho de 2002, foi efetuado no exercício em seis parcelas iguais, sucessivas e acrescidas de juros SELIC. O efeito líquido consolidado levado a resultado do exercício, já descontados os efeitos tributários, representa o montante equivalente a R$ 4.526 (R$2.811 - Editora; R$ 1.715 - Controlada).
A composição do passivo contingente é a seguinte:
|
|
Editora |
Consolidado |
|
|
2002 |
2001 |
2002 |
2001 |
|
PIS - Parcelamento com juros 1% e sem multa |
- |
7.442 |
- |
12.886 |
|
PIS/COFINS - Aumento da base e majoração de alíquota |
6.282 |
4.361 |
13.475 |
9.292 |
|
IR/CSLL - Plano Real - Lei nº 8.880/94 |
1.750 |
745 |
9.707 |
4.665 |
|
|
8.032 |
12.548 |
23.182 |
26.843 |
13. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Em Assembléia Geral Extraordinária, foram aprovadas alterações nos dispositivos do Estatuto Social, conforme ata de 25 de abril de 2002.
O capital social, totalmente integralizado, no valor de R$ 36.880 (R$ 34.715 em 2001), está representado por 23.269.203 ações, sendo 9.622.313 ações ordinárias e 13.646.890 ações preferenciais sem valor nominal. A Companhia está autorizada a aumentar o capital social, independentemente de reforma estatutária, em até 500.000 ações, podendo atingir o limite de 23.769.203 ações emitidas.
As ações preferenciais não podem ultrapassar 2/3 do total de ações emitidas, não têm direito a voto, salvo nas hipóteses previstas em lei ou no estatuto, não são conversíveis em ações ordinárias e atribuem as seguintes vantagens ao acionista: a) tratamento diferenciado na hipótese de alienação do controle da Companhia, nos termos do estatuto; b) dividendos iguais aos atribuídos às ações ordinárias, e c) participação na distribuição de ações bonificadas provenientes de capitalização de reservas, lucros acumulados e de quaisquer outros fundos, em igualdade de condições com os acionistas titulares de ações ordinárias.
Todas as ações têm direito a dividendo mínimo de 25% do lucro líquido ajustado de cada exercício.
O saldo remanescente de lucros acumulados é anterior à vigência da Lei n° 6.404/76.
Ações em tesouraria - Instruções CVM nºs 10/80 e 298/97
Em reunião do Conselho de Administração de 21/08/2002, com base no Estatuto Social, foi deliberada autorização para a aquisição de 500.000 ações preferenciais escriturais de emissão da Companhia para permanência em tesouraria.
Foram adquiridas no exercício entre os meses de setembro e novembro, 286.300 ações a um custo médio de R$ 8,61. O valor de mercado destas ações, calculado com base na última cotação anterior a data de encerramento do exercício, é de R$ 2.605 mil (R$9,10 por ação).
14. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO
Em reunião do Conselho de Administração da Editora de 11 de dezembro de 2002, foi aprovada a remuneração do capital próprio de R$ 8.616 (R$ 0,37488122 por ação) a ser paga em prazo que será estabelecido pela Assembléia Geral Ordinária. O valor desta remuneração, considera o dividendo mínimo obrigatório de R$ 3.395.
Os dividendos foram calculados como segue:
|
Lucro líquido do exercício |
14.297 |
|
Reserva legal |
( 715) |
|
|
13.582 |
|
Dividendos mínimos obrigatórios - 25% |
3.395 |
Os juros sobre o capital próprio, calculados nos termos do art. 9º da Lei nº 9.249/95 e modificações introduzidas pela Lei nº 9.430/96, foram registrados para fins fiscais em despesas financeiras e, posteriormente, eliminados da demonstração de resultado e apresentados no patrimônio líquido, de acordo com a Deliberação nº 207/96 da CVM. O efeito sobre o cálculo das provisões de imposto de renda e contribuição social no exercício foi uma redução de R$ 2.877 (R$ 2.627 em 2001).
15. INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Operações com derivativos
A Editora realiza operações registradas em contas patrimoniais que tem como objetivo o atendimento às suas necessidades operacionais e a redução da exposição a riscos de flutuação de moeda e taxas de juros. As operações são realizadas com instituições financeiras de reconhecida solidez e administradas pela área financeira com determinação de limites de posições e exposição e monitoramento dos riscos envolvidos.
As operações com derivativos realizadas pela Editora no exercício foram as seguintes:
Contratos de "hedge cambial - Swap" sem caixa para oferecer cobertura às parcelas de amortização do financiamento com a International Finance Corporation (IFC), de 15 de junho de 2002, 15 de dezembro de 2002 e 15 de junho de 2003. As operações contratadas respectivamente em 05/11/2001, 04/03/2002 e 12/04/2002, envolvendo o montante de
US$ 4.200, resultaram em ganho registrado no exercício de R$ 2.985; e
Contratos de "Swap" de taxa de juros atrelados aos empréstimos obtidos na forma da Resolução nº 2.770 - Bacen (Nota Explicativa nº 9). As operações resultam em despesas financeiras registradas de R$ 860, equivalentes a variação do CDI e envolveram um montante de R$ 13.000 (US$ 4.489)
Demais instrumentos financeiros
Em atendimento à Instrução CVM nº 235/95, os saldos contábeis e os valores de mercado dos instrumentos financeiros inclusos no balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2002 estão identificados a seguir:
|
Descrição |
Saldo contábil |
Valor de mercado |
|
Disponibilidades |
4.978 |
4.978 |
|
Impostos a recuperar |
4.323 |
4.323 |
|
Imposto de renda e contribuição social diferidos - Realizável |
9.144 |
6.748 |
|
Investimentos avaliados ao custo sem cotação em Bolsa |
1.079 |
1.079 |
|
Empréstimos e financiamentos: |
|
|
|
Em moeda nacional |
15.090 |
15.090 |
|
Em moeda estrangeira |
37.989 |
37.989 |
|
Imposto de renda e contribuição social diferidos - Passivo |
444 |
444 |
Critérios, premissas e limitações utilizados no cálculo dos valores de mercado
a. Imposto de renda e contribuição social diferidos
O valor de mercado para o imposto de renda e da contribuição social diferidos foi calculado com base no seu valor presente apurado pelos fluxos de caixa futuros e utilizando-se a taxa de juros de longo prazo - TJLP.
b. Empréstimos e financiamentos
Os saldos contábeis de empréstimos e financiamentos correspondem substancialmente aos financiamentos obtidos com o BNDES e com a IFC. Os valores de mercado para esses financiamentos são idênticos aos saldos contábeis, uma vez que não existem instrumentos similares no mercado nacional com vencimento e taxas de juros comparáveis.
c. Limitações
Os valores de mercado foram estimados em um momento específico, baseados em "informações relevantes de mercado". As mudanças nas premissas podem afetar significativamente as estimativas apresentadas.
16. RESULTADO NÃO OPERACIONAL
Em 24 de agosto de 2002, a empresa controlada teve um de seus depósitos atingido por incêndio. As instalações, assim como todo o ativo operacional, inclusive os estoques estavam cobertos em apólice de seguros. O resultado apurado com a baixa dos ativos, considerando a cobertura de seguros, foi positivo em R$ 2.035 e está registrado no resultado não operacional.
17. COBERTURA DE SEGUROS
Em 31 de dezembro de 2002, a Editora e sua controlada possuíam cobertura de seguros contra incêndio e riscos diversos para os bens do ativo imobilizado e para os estoques, por valores considerados suficientes para cobrir eventuais perdas.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Jorge Eduardo Saraiva
Presidente
Henriqueta da Fonseca Saraiva
Vice-Presidente
Alberto Ribeiro Guth
Membro
Ruy Mendes Gonçalves
Membro
DIRETORIA
Jorge Eduardo Saraiva
Diretor-Presidente
José Luiz Machado Alvim de Próspero
Diretor Administrativo
Wander Soares
Diretor de Marketing
Henrique José B.B. Farinha
Diretor de Publicações Eletrônicas
João Luís Ramos Hopp
Diretor Financeiro
Davi Hernandes Garcia
Contador
CRC-1SP146453/O-4