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  Saraiva S.A. Livreiros Editores / Ano Fiscal de 2002 / Notas Explicativas



Saraiva S.A. Livreiros Editores

Companhia aberta
Notas explicativas às demonstrações financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2002 e 2001
(Em milhares de reais)

1. CONTEXTO OPERACIONAL

A Saraiva S.A. Livreiros Editores (Editora) tem como atividade principal a edição de livros nas áreas de 1º e 2º graus, paradidáticos, jurídicos e economia/administração.

O ciclo operacional da Editora apresenta grande sazonalidade durante o ano, concentrando 80% das vendas entre o último trimestre do ano e o primeiro trimestre do ano seguinte. Essa concentração do faturamento é determinada por dois fatores: (a) o período "Volta às aulas" no primeiro trimestre; e (b) venda de livros didáticos de ensino fundamental para o governo no quarto e primeiro trimestres do ano.

2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As demonstrações financeiras foram elaboradas com base nas práticas contábeis emanadas da legislação societária brasileira e normas da Comissão de Valores Mobiliários.

Descrição das principais práticas contábeis

a. Aplicações financeiras
Registradas ao custo, acrescidas dos rendimentos incorridos até a data do balanço, que não supera o valor de mercado.

b. Direitos e obrigações
Atualizados à taxa de câmbio e/ou encargos financeiros, nos termos dos contratos vigentes, de modo que reflitam os valores incorridos até a data do balanço. Os passivos em moedas estrangeiras foram convertidos para reais pela taxa de câmbio da data de encerramento do exercício.

c. Provisão para devedores duvidosos
Constituída em montante considerado suficiente para fazer face a eventuais perdas na realização de contas a receber de clientes e cheques a receber.  Os créditos considerados irrecuperáveis são levados diretamente ao resultado do exercício.

d. Estoques
Avaliados ao custo médio de aquisição ou de produção que não excede o valor de mercado.

e. Investimentos
O investimento em empresa controlada é avaliado pelo método de equivalência patrimonial e os demais são avaliados pelo custo, deduzido de provisão para desvalorização.

f. Imobilizado
Registrado ao custo de aquisição, formação ou construção.  A depreciação é calculada pelo método linear à taxas que levam em conta o tempo de vida útil dos bens.

g. Diferido
Registrado ao custo de aquisição ou formação, refere-se a ágio a amortizar e gastos pré-operacionais com cessão comercial e despesas incorridas antes do início das operações das novas lojas. A amortização dos gastos pré-operacionais  é efetuada no prazo de 5 anos, ou conforme disposições contratuais dos aluguéis, a partir do início das operações comerciais das lojas.
O ágio a amortizar, decorrente da aquisição de participação societária, teve como fundamento econômico a expectativa de rentabilidade futura baseada na projeção da capacidade de geração de lucros futuros no prazo previsto para o retorno do investimento, foi transferido de investimentos para o ativo diferido em decorrência da incorporação do investimento em agosto de 1999, e está sendo amortizado linearmente em 60 parcelas mensais, calculadas conforme os resultados projetados para o período de 5 anos contados a partir de janeiro de 2000.

h. Direitos autorais
São creditados quando da realização das vendas e, em alguns casos, quando da aquisição dos direitos de edição.  No primeiro caso, os direitos são considerados como despesas de vendas, sendo levados ao resultado e, no segundo, incluídos no custo da produção.

i. Provisões
As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.

j. Imposto de renda e contribuição social
Os impostos sobre lucro ou prejuízo do exercício compreendem os valores corrente e diferido.
O imposto de renda e a contribuição social do exercício são calculados respectivamente à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescida do adicional de 10% e, à alíquota de 9% sobre o lucro contábil ajustado.
O imposto de renda e a contribuição social diferidos estão apresentados no ativo circulante, ativo realizável e passivo exigível a longo prazo, conforme Nota Explicativa nº 11. São registrados para refletir os efeitos fiscais futuros atribuíveis sobre: diferença temporária entre a base fiscal de ativos e passivos e seu respectivo valor contábil; e, prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social.

O ativo fiscal diferido assim constituído considera os seguintes aspectos: a) é baseado na expectativa de realização do lucro tributável futuro, considerando as alíquotas de imposto vigentes na data de encerramento do exercício; b) é anualmente revisado e ajustado caso ocorra alteração substancial dos lucros esperados; e c) o registro contábil nas demonstrações financeiras atendem às exigências da Instrução Normativa CVM nº 371 de 27 de junho de 2002.

3. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

As demonstrações financeiras consolidadas correspondem às demonstrações financeiras da Saraiva S.A. Livreiros Editores e de sua empresa controlada, como segue:

 

Percentual de Participação %

 

2002

2001

Livraria e Papelaria Saraiva S.A.

99,91

99,91

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com as disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, nas normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e de acordo com os principais procedimentos adotados para consolidação, que compreendem:

  • A eliminação dos direitos e obrigações, bem como das receitas, custos e despesas decorrentes de negócios realizados entre as empresas incluídas na consolidação;
  • A eliminação do investimento na controladora contra o patrimônio líquido da controlada;
  • A participação dos acionistas minoritários no patrimônio líquido e no prejuízo líquido do exercício da empresa controlada é apresentada, em destaque, nos balanços patrimoniais e nas demonstrações de resultados, respectivamente.

4. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES

 

Editora

Consolidado

 

2002

2001

2002

2001

Duplicatas a receber

23.332

28.064

22.157

27.982

Cartões de crédito

16

59

14.552

13.949

Cheques a receber

4.223

2.244

5.774

3.745

Outras

10

31

10

119

Provisão para devedores duvidosos

(1.337)

(1.648)

(1.851)

(2.026)

 

26.244

28.750

40.642

43.769

5. ESTOQUES

 

Editora

Consolidado

 

2002

2001

2002

2001

Produtos acabados

32.934

30.711

32.934

30.711

Mercadorias para revenda

-

99

44.015

39.464

Produtos em elaboração

14.690

14.652

14.690

14.652

Matérias-primas

5.985

31

5.985

4.760

Materiais de embalagens e consumo

369

288

689

515

 

53.978

50.510

98.313

90.102

 

6. INVESTIMENTOS

 

Editora

Consolidado

 

2002

2001

2002

2001

Participação em empresa controlada

50.981

53.483

-

-

Outros investimentos

3.765

3.765

5.164

5.164

Provisão para desvalorização

(2.966)

(2.966)

(4.085)

(4.085)

 

51.780

54.282

1.079

1.079

A participação em empresa controlada está representada pelo investimento na Livraria e Papelaria Saraiva S.A. e as principais informações sobre a participação são:

 

2002

2001

Quantidade de ações do capital social - Mil

57.540

57.540

Quantidade de ações possuídas - Mil 

57.490

57.490

Participação porcentual no capital

99,91%

99,91%

Capital social atualizado

51.210

51.210

Patrimônio líquido

51.026

53.530

Valor do investimento

50.981

53.483

Prejuízo líquido do exercício - Base de cálculo do valor de   equivalência patrimonial

( 2.504)

( 4.028)

Resultado de equivalência patrimonial

(  2.502)

(  4.025)

As demonstrações de resultados das operações da empresa controlada nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2002 e 2001 estão apresentadas destacadamente abaixo:

 

2002

2001

Receita operacional bruta

220.378

212.902

Deduções (ICMS, PIS e COFINS)

(22.332)

(20.331)

Receita operacional líquida

198.046

192.571

Custo das vendas

(124.983)

(119.756)

Lucro bruto

73.063

72.815

Despesas (receitas) operacionais

 

 

Vendas

56.372

56.321

Administrativas

10.471

9.778

Honorários dos administradores

1.358

1.072

Despesas financeiras

4.186

4.034

Receitas financeiras

(765)

(1.094)

Depreciações e amortizações

6.987

8.889

Outras

 138

(262)

 

78.747

78.738

Prejuízo operacional

(5.684)

(5.923)

Resultado não operacional

1.904

(114)

Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social

(3.780)

(6.037)

Imposto de renda e contribuição social

1.276

2.009

Prejuízo líquido do exercício

(2.504)

(4.028)

Prejuízo líquido do exercício por ação ( em R$ )

(0,04)

(0,07)

Operações de venda por intermédio da Internet

 

 

Com o objetivo de divulgar o resultado das operações de "e-commerce" realizadas pela Livraria e Papelaria Saraiva S.A., apresentamos o resultado destas operações destacadamente do resultado do exercício:

 

 

2002

2001

Receita operacional bruta

24.892

16.564

Deduções (ICMS, PIS e COFINS)

(2.422)

(1.272)

Receita operacional líquida

22.470

15.292

Custo das vendas

(14.589)

(9.399)

Lucro bruto

7.881

5.893

Despesas operacionais

 

 

Vendas

10.989

13.193

Honorários dos administradores

186

368

Financeiras

291

392

Depreciações e amortizações

739

661

Outras

(33)

-

 

12.172

14.614

Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social

(4.291)

(8.721)

Imposto de renda e contribuição social

1.459

2.902

Prejuízo líquido do exercício

(2.832)

(5.819)

7. IMOBILIZADO

 

 

Editora

Consolidado

 

Taxa anual de depreciação

2002

2001

2002

2001

Custo corrigido:

 

 

 

 

 

Terrenos

-

2.029

5.019

2.032

5.022

Edifícios e construções

4%

8.212

9.202

10.109

11.099

Móveis, utensílios e instalações

10%

20.571

19.773

62.721

64.152

Equipamentos de

 

 

 

 

 

processamento de dados

20%

19.045

15.373

30.636

27.211

Veículos

20%

2.305

2.195

2.557

2.414

Máquinas e equipamentos

10%

11.903

11.909

12.216

12.293

Outras imobilizações

-

     600

     600

   1.235

   1.196

 

 

64.665

64.071

121.506

123.387

Depreciação acumulada

 

(37.076)

(31.534)

( 71.587)

( 64.949)

 

 

27.589

32.537

49.919

58.438

 

8. DIFERIDO

 

Editora

Consolidado

 

2002

2001

2002

2001

Gastos pré-operacionais e outros valores diferidos

1.445

1.445

24.433

26.508

Ágio a amortizar

7.931

7.931

7.931

7.931

Amortização acumulada

(5.696)

(3.822)

(22.831)

(20.219)

 

3.680

5.554

9.533

14.220

 

9. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

 

Editora

Consolidado

 

2002

2001

2002

2001

Circulante:

 

 

 

 

Empréstimos

 

 

 

 

Conta garantida

1.510

-

1.510

-

Resolução 2.770 – Bacen

7.888

2.129

7.888

2.129

 

9.398

2.129

9.398

2.129

Financiamentos

 

 

 

 

Moeda nacional

 

 

 

 

BNDES – FINEM

919

889

6.343

6.789

Moeda estrangeira

 

 

 

 

International Finance Corporation (IFC)

8.206

5.401

8.206

5.401

 

18.523

8.419

23.947

14.319

Longo prazo:

 

 

 

 

Financiamentos

 

 

 

 

Moeda nacional

 

 

 

 

BNDES – FINEM

2.274

3.067

8.747

13.310

Moeda estrangeira:

 

 

 

 

International Finance Corporation (IFC)

20.385

18.742

20.385

18.742

 

22.659

21.809

29.132

32.052

A composição do longo prazo por ano de vencimento é a seguinte:

 

2004

2005

2006

2007

Total

Editora

9.061

9.061

4.537

-

22.659

Consolidado

11.844

11.249

5.939

100

29.132

Os empréstimos em moeda nacional - conta garantida, estão sujeitos ao acréscimo de encargos financeiros calculados com base na variação do CDI.

Os empréstimos em moeda estrangeira referem-se a operações de repasse de recursos captados no exterior de acordo com a Resolução Bacen nº 2770, casadas com operações de "swap" de taxa de juros equivalentes à variação do CDI (Nota Explicativa nº 15) e têm como garantia notas promissórias. Sobre o principal atualizado pela variação cambial do dólar, incidem juros anuais conforme contratos.

Sobre o financiamento obtido pela Editora com o BNDES - FINEM, com garantia hipotecária, incidem juros anuais de 3,5%, acrescido da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).  Sobre os financiamentos obtidos pela controlada, também com o BNDES - FINEM, 100% avalizados pela Editora, incidem juros anuais entre 3% e 3,5%, acrescidos da TJLP. Relativamente ao financiamento obtido pela controladora, em aditamento contratual celebrado em 29/07/2002, foram prorrogados os prazos de utilização e carências dos subcréditos remanescentes e incluídas cláusulas com obrigações adicionais à controladora, entre elas: a de não reduzir capital; não participar de processos de fusão, cisão ou incorporação, nem onerar ou alienar bens do seu ativo permanente sem prévia autorização do BNDES.

Sobre o financiamento obtido com a IFC, sujeito à variação cambial pelo dólar, incide juros anuais de 3% acima da LIBOR. O contrato está livre de quaisquer garantias reais, observado que, até sua total quitação, a Editora manterá sua atual posição acionária na Livraria e Papelaria Saraiva S.A., e os acionistas controladores manterão, em conjunto, pelo menos 50% das ações ordinárias com direito a voto na Editora.

Os financiamentos BNDES - FINEM destinaram-se à aquisição e implantação de um Sistema Integrado de Gestão Empresarial - ERP e à construção de um Centro de Distribuição. Os financiamentos obtidos pela Editora com a International Finance Corporation (IFC) e pela controlada, com o BNDES - FINEM, destinaram-se ao projeto de investimento em lojas tipo "Mega Store" e à modernização das lojas convencionais da controlada.

 

10. PARTES RELACIONADAS

As transações entre as partes relacionadas compreenderam operações comerciais de compra e venda e empréstimo de mútuo com a Livraria e Papelaria Saraiva S.A. e foram realizadas em condições usuais de mercado.

 

2002

2001

Saldos

 

 

Ativo circulante

 

 

Contas a receber

1.304

277

Passivo circulante

 

 

Contas a pagar

-

28

Transações

 

 

Vendas de mercadorias

8.519

6.647

Compras de mercadorias

27

26

 

11. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS

O imposto de renda e a contribuição social diferidos têm a seguinte origem:

 

Editora

Consolidado

 

2002

2001

2002

2001

Ativo circulante (na rubrica "Impostos a recuperar")

381

     -

381

     -

Realizável a longo prazo:

 

 

 

 

Prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social

-

-

2.848

2.245

Ações judiciais PIS/COFINS

2.477

4.013

6.296

7.540

 

2.477

4.013

9.144

9.785

Exigível a longo prazo (na rubrica "Outros"):

 

 

 

 

Diferimento da depreciação acelerada incentivada

279

367

279

367

Ágio a amortizar - Art. 7º da Lei nº 9.532/97

165

165

165

165

 

444

532

444

532

A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue:

 

Editora

Consolidado

 

2002

2001

2002

2001

Lucro contábil antes do IR e CSLL

12.926

11.831

11.648

9.819

Reversão dos juros sobre o capital próprio

8.616

7.864

8.616

7.864

Lucro contábil ajustado antes do IR e CSLL

21.542

19.695

20.264

17.683

Alíquota fiscal combinada

34%

34%

34%

34%

IR e CSLL pela alíquota fiscal combinada

(7.325)

(6.697)

(6.892)

(6.013)

Adições permanentes:

 

 

 

 

Despesas não dedutíveis

(211)

(183)

(264)

(226)

Equivalência patrimonial

(851)

(1.368)

-

-

Exclusões permanentes:

 

 

 

 

Juros sobre o capital próprio

2.877

2.627

2.877

2.627

Outras exclusões

143

130

143

130

Outros itens

(289)

187

(244)

187

 

(5.656)

(5.304)

(4.380)

(3.295)

IR e CSLL no resultado do exercício:

 

 

 

 

Corrente

(4.209)

(6.067)

(4.209)

(6.067)

Diferido

(1.447)

   763

(   171)

 2.772

 

(5.656)

(5.304)

(4.380)

(3.295)

Alíquota efetiva sobre lucro líquido ajustado

26,3%

26,9%

21,6%

18,6%

Instrução CVM 371 de 27/06/2002

 

 

 

 

As empresas controladora e sua controlada fundamentadas: a) na expectativa de geração de lucros tributáveis e fluxos de caixa positivos futuros, trazidos a valor presente; e b) no histórico de rentabilidade e de fluxos de caixa positivos dos últimos cinco anos; adequando-se portanto, às disposições e condições estabelecidas na instrução CVM 371/02, reconheceram e registraram em suas demonstrações financeiras, o ativo fiscal diferido formado sobre o exigível a longo prazo, representado por ações judiciais que questionam tributos federais e, no caso da controlada, também, sobre o saldo de prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social.

A administração considera o valor contábil dos ativos fiscais diferidos constituídos na Editora referentes às diferenças temporárias realizáveis na proporção da solução final das ações judiciais impetradas.

A estimativa de realização do ativo fiscal diferido da controlada concentra-se nos próximos  seis anos, a saber:

Datas dos balanços

Realização do ativo fiscal diferido

Saldo do ativo fiscal diferido

Saldo do ativo diferido em 31/12/2002

-

6.666

31/12/2003

306

6.360

31/12/2004

838

5.522

31/12/2005

1.512

4.010

31/12/2006

2.154

1.856

31/12/2007

1.227

629

31/12/2008

629

-

 

12. PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO E IMPOSTOS

A Editora e sua controlada discutem judicialmente a legalidade de alguns tributos de natureza federal  relativos ao PIS, COFINS, IR e CSLL.

Relativamente às Ações Judiciais que questionam o expurgo dos índices inflacionários promovido pela Lei 8.880/94 - Plano Real com reflexos nos valores a recolher de IR e CSLL, foi constituída provisão adicional equivalente a R$ 3.069 (R$ 622 - Editora; R$ 2.447 - Controlada), já descontados os efeitos tributários, decorrentes de uma postura mais conservadora em relação à perspectiva de ganho.

Nos termos do Art. 11 da MP 38/02, a Editora e sua controlada liquidaram no exercício, parte de seus respectivos passivos contingentes representados por Ações Judiciais que pleiteavam o parcelamento de dívida com o PIS. O pagamento, com dispensa de multa e juros, estes calculados somente sobre o período entre fevereiro de 1999 e julho de 2002, foi efetuado no exercício em seis parcelas iguais, sucessivas e acrescidas de juros SELIC. O efeito líquido consolidado levado a resultado do exercício, já descontados os efeitos tributários, representa o montante equivalente a R$ 4.526 (R$2.811 - Editora;  R$ 1.715 - Controlada).

A composição do passivo contingente é a seguinte:

 

 

Editora

Consolidado

 

2002

2001

2002

2001

PIS - Parcelamento com juros 1% e sem multa

-

7.442

-

12.886

PIS/COFINS - Aumento da base e majoração de alíquota

6.282

4.361

13.475

9.292

IR/CSLL - Plano Real - Lei nº 8.880/94

1.750

   745

  9.707

  4.665

 

8.032

12.548

23.182

26.843

 13. PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Em Assembléia Geral Extraordinária, foram aprovadas alterações nos dispositivos do Estatuto Social, conforme ata de 25 de abril de 2002.

O capital social, totalmente integralizado, no valor de R$ 36.880 (R$ 34.715 em 2001), está representado por 23.269.203 ações, sendo 9.622.313 ações ordinárias e 13.646.890 ações preferenciais sem valor nominal. A Companhia está autorizada a aumentar o capital social, independentemente de reforma estatutária, em até 500.000 ações, podendo atingir o limite de 23.769.203 ações emitidas.

As ações preferenciais não podem ultrapassar 2/3 do total de ações emitidas, não têm direito a voto, salvo nas hipóteses previstas em lei ou no estatuto, não são conversíveis em ações ordinárias e atribuem as seguintes vantagens ao acionista: a) tratamento diferenciado na hipótese de alienação do controle da Companhia, nos termos do estatuto; b) dividendos iguais aos atribuídos às ações ordinárias, e c) participação na distribuição de ações bonificadas provenientes de capitalização de reservas, lucros acumulados e de quaisquer outros fundos, em igualdade de condições com os acionistas titulares de ações ordinárias.

Todas as ações têm direito a dividendo mínimo de 25% do lucro líquido ajustado de cada exercício.

O saldo remanescente de lucros acumulados é anterior à vigência da Lei n° 6.404/76.

Ações em tesouraria - Instruções CVM nºs 10/80 e 298/97

Em reunião do Conselho de Administração de 21/08/2002, com base no Estatuto Social, foi deliberada autorização para a aquisição de 500.000 ações preferenciais escriturais de emissão da Companhia para permanência em tesouraria.

 

Foram adquiridas no exercício entre os meses de setembro e novembro, 286.300 ações a um custo médio de R$ 8,61. O valor de mercado destas ações, calculado com base na última cotação anterior a data de encerramento do exercício, é de R$ 2.605 mil (R$9,10 por ação).

14. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Em reunião do Conselho de Administração da Editora de 11 de dezembro de 2002, foi aprovada a remuneração do capital próprio de R$ 8.616 (R$ 0,37488122 por ação) a ser paga em prazo que será estabelecido pela Assembléia Geral Ordinária. O valor desta remuneração, considera o dividendo mínimo obrigatório de R$ 3.395.

Os dividendos foram calculados como segue:

Lucro líquido do exercício

14.297

Reserva legal

(   715)

 

13.582

Dividendos mínimos obrigatórios - 25%

  3.395

Os juros sobre o capital próprio, calculados nos termos do art. 9º da Lei nº 9.249/95 e modificações introduzidas pela Lei nº 9.430/96, foram registrados para fins fiscais em despesas financeiras e, posteriormente, eliminados da demonstração de resultado e apresentados no patrimônio líquido, de acordo com a  Deliberação nº 207/96 da CVM. O efeito sobre o cálculo das provisões de imposto de renda e contribuição social no exercício foi uma redução de R$ 2.877 (R$ 2.627 em 2001).

 

15. INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Operações com derivativos

A Editora realiza operações registradas em contas patrimoniais que tem como objetivo o atendimento às suas necessidades operacionais e a redução da exposição a riscos de flutuação de moeda e taxas de juros. As operações são realizadas com instituições financeiras de reconhecida solidez e administradas pela área financeira com determinação de limites de posições e exposição e monitoramento dos riscos envolvidos.

As operações com derivativos realizadas pela Editora no exercício foram as seguintes:

Contratos de "hedge cambial - Swap" sem caixa para oferecer cobertura às parcelas de amortização do financiamento com a International Finance Corporation (IFC), de 15 de junho de 2002, 15 de dezembro de 2002 e 15 de junho de 2003.  As operações contratadas respectivamente em 05/11/2001, 04/03/2002 e 12/04/2002, envolvendo o montante de
US$ 4.200, resultaram em ganho registrado no exercício de R$ 2.985; e

Contratos de "Swap" de taxa de juros atrelados aos empréstimos obtidos na forma da Resolução nº 2.770 - Bacen (Nota Explicativa nº 9). As operações resultam em despesas financeiras registradas de R$ 860, equivalentes a variação do CDI e envolveram um montante de R$ 13.000 (US$ 4.489)

Demais instrumentos financeiros

Em atendimento à Instrução CVM nº 235/95, os saldos contábeis e os valores de mercado dos instrumentos financeiros inclusos no balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2002 estão identificados a seguir:

Descrição

Saldo contábil

Valor de mercado

Disponibilidades

4.978

4.978

Impostos a recuperar

4.323

4.323

Imposto de renda e contribuição social diferidos - Realizável

9.144

6.748

Investimentos avaliados ao custo sem cotação em Bolsa

1.079

1.079

Empréstimos e financiamentos:

 

 

Em moeda nacional

15.090

15.090

Em moeda estrangeira

37.989

37.989

Imposto de renda e contribuição social diferidos - Passivo

444

444

Critérios, premissas e limitações utilizados no cálculo dos valores de mercado

a. Imposto de renda e contribuição social diferidos
O valor de mercado para o imposto de renda e da contribuição social diferidos foi calculado com base no seu valor presente apurado pelos fluxos de caixa futuros e utilizando-se a taxa de juros de longo prazo - TJLP.

b. Empréstimos e financiamentos
Os saldos contábeis de empréstimos e financiamentos correspondem substancialmente aos financiamentos obtidos com o BNDES e com a IFC.  Os valores de mercado para esses financiamentos são idênticos aos saldos contábeis, uma vez que não existem instrumentos similares no mercado nacional com vencimento e taxas de juros comparáveis.

c. Limitações
Os valores de mercado foram estimados em um momento específico, baseados em "informações relevantes de mercado". As mudanças nas premissas podem afetar significativamente as estimativas apresentadas.

 

16. RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Em 24 de agosto de 2002, a empresa controlada teve um de seus depósitos atingido por incêndio. As instalações, assim como todo o ativo operacional, inclusive os estoques estavam cobertos em apólice de seguros. O resultado apurado com a baixa dos ativos, considerando a cobertura de seguros, foi positivo em R$ 2.035 e está registrado no resultado não operacional.

 

17. COBERTURA DE SEGUROS

Em 31 de dezembro de 2002, a Editora e sua controlada possuíam cobertura de seguros contra incêndio e riscos diversos para os bens do ativo imobilizado e para os estoques, por valores considerados suficientes para cobrir eventuais perdas.

 

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Jorge Eduardo Saraiva
Presidente

Henriqueta da Fonseca Saraiva
Vice-Presidente

Alberto Ribeiro Guth
Membro

Ruy Mendes Gonçalves
Membro

DIRETORIA

Jorge Eduardo Saraiva
Diretor-Presidente

José Luiz Machado Alvim de Próspero
Diretor Administrativo

Wander Soares
Diretor de Marketing

Henrique José B.B. Farinha
Diretor de Publicações Eletrônicas

João Luís Ramos Hopp
Diretor Financeiro

Davi Hernandes Garcia
Contador
CRC-1SP146453/O-4